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Açucar, quando se come de mais!

Açucar, quando se come de mais!

Açucar, quando se come de mais!

Quando ingerimos açúcar em excesso – seja através dos cereais ou frutas, ou diretamente através do açúcar refinado, balas e doces — o pâncreas, glândula responsável pela produção da insulina, fica sobrecarregado, já que a insulina é um hormônio que transforma o açúcar (sacarose) em glicose.

 A glicose em excesso, essa energia não consumida, vira gordura e se acumula no orga­nismo, causando doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão arterial, dentre outras. A informação é do médico Fábio Cardoso, especialista em medicina preventiva, longevidade e emagrecimento. Por isso mesmo gera acúmulo exces­sivo dessa energia não consumida em forma de gordura ou da própria glicose na corrente sanguínea. Daí para as doenças cardiovasculares e diabetes é um pulo.O açúcar refi­nado é considerado um antinutriente por­que, além de não dar nutrientes nem energia vital para o organismo ainda rouba e/ou destrói vitaminas e minerais importantes, como o cálcio e o magnésio e as vitaminas do complexo B.

“A dependência química do açúcar é muito forte porque está ligada aos neurotransmissores cerebrais conhecidos como serotonina, que são responsáveis pelo estado de felicidade”. Para o médi­co Fábio Cardoso essa explicação é uma das bases para se entender o porquê do uso de qualquer coisa que nos leva ao vício: o pra­zer alcançado, ainda que por pouco tempo. Como a sensação é boa, queremos repetir, e aí não paramos mais. A sensação de saciedade, segundo o especialista é porque o açúcar se transforma em energia muito rápida e o corpo “pen­sa” que já está alimentado, não sentindo necessidade de ingerir alimentos realmente nutritivos. Como o açúcar se transforma rapidamente em energia em nosso corpo, o que não aproveitamos também rapidamente vira gordura e fica depositado em diversas partes do corpo. O açúcar causa a perda lenta e cons­tante de cálcio e magnésio,
abrindo as por­tas para cáries, infecções e doenças como osteoporose e câncer, retenção de sais de cálcio, causando endurecimento das artérias (arteriosclerose). O organismo rouba cálcio dos ossos para neutralizar a acidificação do sangue provocada pela ingestão abusiva de açúcar, causando desequilíbrio imunológico, perturbações no metabolismo, causando obesidade, depressão, hipoglicemia e diabe­tes; tendência à preguiça e cálculos biliares.

Os tipos:

As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. Segundo Fábio a regra básica é a se­guinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos quí­micos no último processo da fabricação, e por fim o refinamento. Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles “roubam” a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quan­tidade de açúcar refinado, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes. Hoje sabemos que nem todas as calorias são iguais, tanto nos números efetivamente quanto na sua metabolização no corpo humano. Proteínas e carboidratos, embora forneçam quase a mesma quantida­de de calorias (lg = 5 e 4 calorias respecti­vamente), atuam de forma completamente diferente no corpo.

Carboidratos simples ou refinados (como o açúcar) não necessitam de muita energia corporal para que sejam quebrados e metabolizados. Desta forma, a dieta com alto índice desta substância não aumenta o gasto energético de repouso — afinal, por que o corpo trabalharia mais na digestão destes nutrientes se estes são fáceis de se­rem metabolizados e logo se transformam em glucose e são absorvidos pelo corpo. Como o médico explica, no processo me­tabólico do corpo humano, estes tipos de alimentos, que contêm açúcar em maior ou menor quantidade, após a digestão, se transformam em glicose, que é a principal fonte de energia necessária ao perfeito fun­cionamento do corpo humano. Podemos chamá-la de “açúcar estrutural”, pois essa energia gerada pela glicose é utilizada para o crescimento, a regeneração celular, a ativida-de física, o pensamento e a manutenção do corpo em geral.

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