Você já ouviu falar que o intestino é o segundo cérebro?

Você já ouviu falar o intestino é o segundo cérebro

O intestino tem cerca de 500 milhões de neurônios e age independentemente do sistema nervoso central. Sim existem neurônios no nosso intestino e tem mais ele produz hormônios, enzimas digestivas, neurotransmissores, e células tolerogênicas de defesa. 

Recentemente em 2007, foi descoberto pela ciência que temos um microbioma que constitui a flora bacteriana. O  nosso intestino é povoado por milhares de  micro-organismos, que é a microbiota intestinal, também conhecida antes por flora intestinal.

Esse cérebro “independente” lá em baixo e sua intricada comunidade microbiana influi diretamente no nosso bem-estar geral.

Isso porque está ligado à produção de hormônios do bem-estar e felicidade a serotonina a regulação do nosso metabolismo, a produção de vitaminas e a taxa de açúcar no sangue. Diferente de qualquer outro órgão do corpo, o nosso intestino tem a capacidade de trabalhar sozinho ele tem autonomia própria para tomar decisões, não precisa de intervenção do  cérebro para lhe dizer o que fazer.

É através do sistema nervoso entérico que o intestino é governado e é responsável por controlar diretamente o sistema digestivo. Uma de suas características mais importantes é sua capacidade de interferir na genética e na química cerebral. Esta interferência abrange tudo que é produzido no intestino e levado através de mensagens até o cérebro, desencadeando uma variedade de comportamentos e condutas.

Esse sistema nervoso desce pelo tecido que reveste o estômago e o sistema digestivo, e tem seus próprios circuitos neurais. A comunicação se da diretamente por meio do nervo vago, estrutura que passa pelo tórax e liga o sistema gastrointestinal à cabeça, descreve o endocrinologista Filippo Pedrinola, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

A saúde de nosso intestino é a chave para nossa imunidade às doenças. Ter uma dieta diferenciada ajuda a melhorar o microbioma intestinal.

Diferentes micróbios prosperam com diferentes tipos de alimentos, e por isso, o microbioma intestinal melhora com esta dieta diferenciada, já as pessoas que comem sempre as mesmas coisas têm um microbioma mais pobre.

Seu intestino está ligado aos seus níveis de estresse a maioria dos problemas intestinais, é resultado de quanto estresse você está submetido, a maior parte da serotonina do corpo, calcula-se que uma faixa de 80% a 90%, é encontrada no trato gastrointestinal regulando o nosso humor.

Quando estamos diante de uma situação de estresse, podemos sentir frio na barriga ou vontade de ir ao banheiro.

Atualmente os cientistas estão estudando os principais fatores que desequilibram a microbiota. Uma alimentação muito rica em gordura está associada ao desenvolvimento de bactérias ruins e à morte de espécimes benéficas. As consequências são gases e distensão abdominal, o açúcar e o glúten também contribuem pois interrompem  a comunicação destes nossos neurônios e a produção da serotonina. 

Nosso organismo não tem suficientes enzimas para digerir completamente as proteínas do trigo e que acabam alterando o tráfego intestinal, as substâncias não desejadas passam para a corrente sanguínea, podendo causar processos inflamatórios, imunológicos e crônicos.

Já o açúcar é um combustível inflamável para o aumento de qualquer inflamação sistêmica. Quando consumimos açúcar principalmente o refinado ele reduz o Fator Neurotrófico. 

O Fator Neurotrófico ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais, e quando algo barra a sua produção como o açúcar, o seu hipocampo cerebral se atrofia.

Para ajudar e tratar bem a sua microbiota intestinal em parte, via alimentação com  vegetais como a cebola e cerais como a aveia, e em parte via os probióticos lácteos enriquecidos com micro-organismos benéficos à saúde. Mas fique atento ao rótulo: nem todo iogurte, é probiótico. Repare se a embalagem informa isso e qual sua concentração de bactérias, medida em UFC (unidade formadora de colônia). O produto precisa ter de 2 a 10 bilhões de UFC por dose.

Você pode tentar se abster inicialmente do açúcar, trocando-o por mel ou stevia como um teste para observar  os resultados em seu corpo e mente. Tente se abster de refrigerantes, sucos industrializados, doces, biscoitos, bolos e açúcares adicionado a cafés, sucos, e a qualquer outro alimento consumido. Será que você consegue?

Caso esteja muito disposto a ir em frente, tente se abster do glúten por uma semana ou duas, e faça anotações em um caderno toda e qualquer melhora que sentir.

Nosso cérebro sofre constantemente ataques destas duas substâncias. A Organização Mundial de Saúde recomenda o uso máximo de 50 g diárias de açúcar sendo o nível ideal a não utilização de mais de 25 g diárias. 

Com todas essas dicas em mãos você pode tentar seguir uma dieta mais equilibrada sempre observando que tudo que você come tem reflexo no seu corpo, na sua mente e suas atitudes e modo de pensar e agir.

Um livro que recomendo é “A Dieta da Mente do Dr. David Pearlmutter” Otimo livro que faz uma boa abordagem tanto do açúcar como do glúten.

Um abraço e fiquem com Deus Se gostou desta postagem compartilhe com seu amigos, talvez eles estejam, passando pelas mesmas coisas que você

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