Ervas Aromáticas e Medicinais

Ervas aromaticas e medicinais

Ervas Aromáticas e Medicinais

Há quem cultive ou colha pessoal­mente as ervas que utiliza. Entretanto, o mais comum é comprar os prepara­dos de ervas em lojas de produtos na­turais. O número de farmácias que vendem chás de ervas e outros produ­tos, como pílulas de alho, loções de ba­bosa (aloe vera) para a pele, xaropes e pastilhas contra a tosse é cada vez maior. A maioria dos produtos é feita com ervas secas, mais concentradas que as frescas.

Muitas ervas medicinais são con­sumidas em forma de chás ou infusões, que em geral são mais amargos do que os chás normalmente vendidos em su­permercados ou em lojas de produtos naturais. Porém os remédios feitos à base de ervas assumem diversas outras formas.  Independentemente da forma, é preciso ter cautela com esses produ­tos: embora muitos sejam inofensivos, alguns produtos destinados ao uso externo podem ser fatais quando inge­ridos. Embora as plantas medicinais sejam consideradas as precursoras da moderna farmacologia, há algum tempo a comunidade científica internacional vem ampliando gradativamente as pesquisas.

em geral as ervas aromáticas utilizadas na culinária não chegam ater efeitos medicinais, mas muitas delas trazem benefícios a saúde.

Alecrim: Ralaça o sabor de aves e da carne, suas folhas contem um óleo que é empregado em unguentos contra dores musculares. Acredita-se o chá de alecrim alivie as dores de cabeça.

Alfavaca: Arbusto originário do Brasil, de múltiplas utilizações. Na culinária é usada em sopas e molhos, possuindo propriedades digestivas, antiflatulentas, anticatarrais e antiasmáticas. E considerada benéfica também contra problemas urinários.

Artemísia: Utilizada em sopas e assados em muitas regiões da Europa, a Artemísia é mais consumida no Brasil na forma de chá. É indicada como estimulante do apetite e contra dores de cabeça, enxaquecas, cólicas e doenças das juntas como reumatismo e artrite.

Beldroega. Planta originária do Brasil, a beldroega costuma crescer espontaneamente em roçados, plantações e terrenos abandonados. Suas folhas e talos são consumidos na forma de saladas e têm propriedades laxativas e diuréticas. Alguns fitoterapeutas a consideram útil no tratamento de bronquites e problemas estomacais.

Boldo. Originário do Chile, o boldo foi muito bem aclimatado no Brasil, onde o chá de suas folhas é considerado um excelente remédio para os problemas estomacais e do fígado.

Cebolinha. Irmã caçula da cebola realça o sabor de batatas, sopas e cozidos. A cebolinha contém enxofre, que pode reduzir a pressão arterial se consumida em grande quantidade.

Cerefólio. Esta erva possui um sabor característico que combina muito com peixes. Auxilia na digestão, mas ainda não há provas de sua eficácia no tratamento de hipertensão.

 Coentro. O sabor forte de suas folhas enriquece molhos e pratos à base de aves e de vegetais. Recomenda-se mascar as folhas ou as sementes para alívio da indigestão.

Confrei. Nativa da Rússia e introduzida no Brasil há cerca de um século, os rizomas do confrei, na forma de chá, são indicados como analgésico, anti-séptico e antiasmático. Segundo alguns fito­terapeutas, o confrei, por conter alantoína, tem propriedades anticancerígenas.

Dente-de-leão. Embora muitos a considerem uma erva-daninha, o dente-de-leão é uma planta com muitas propriedades terapêuticas. Suas raízes e folhas (ricas em vitamina C) têm efeitos diuréticos, laxativos e depurativos.

Endro. Largamente utilizado em picles, sopas, molhos para saladas e pratos à base de peixes, o endro também alivia gases intestinais. Na Europa, é comum dar chá de endro bem fraco a bebés com cólica.

Erva-doce ou Anis. Planta originária do Egito, e atualmente cultivada em. Quase todo o mundo. Muito consumida na forma de chá, tem efeito calmante, diurético, antiasmático e digestivo. Ingerido regularmente durante o período de amamentação, costuma aumentar a produção de leite materno.

Hortelã. Suas folhas dão sabor a frutas, sorvetes e à carne de carneiro. O chá de hortelã auxilia a digestão; quando mascadas, as folhas refrescam o hálito.

Louro. Usadas como tempero de sopas, guisados e cozidos, as folhas de louro também podem ser utilizadas em chás, proporcionando alívio contra gases.

Manjericão. Base de diversos pratos, o manjericão, quando utilizado em grandes quantidades, funciona também como fortificante e antigripal. Acredita-se que o óleo desta planta sirva como repelente contra insetos.

Orégano. Muito utilizadas em recheios, saladas e pratos à base de tomate, as folhas do orégano são consideradas digestivas e descongestionantes.

Salsa. Quando consumida em porções de pelo menos 30g, contém uma boa quantidade de vitamina C (no caso da salsa fresca), cálcio, ferro e potássio. A salsa também é rica em BIOFLAVONÓIDES, monoterpenos e outras substâncias anticancerígenas.

Salvia. Usada em muitos pratos de aves e carne de porco preparadas com recheios à base de pão. O chá de sálvia é usado como digestivo e como líquido para bochechos e gargarejos, agindo contra gengivites, aftas e inflamações da garganta.

Tomilho. Uma das ervas favoritas da tradicional cozinha italiana, o tomilho é usado também em chás, para aliviar distúrbios intestinais, em gargarejos, contra inflamações da garganta, e em xaropes, para tratamento de tosses e congestões respiratórias.

ERVAS EXCLUSIVAMENTE MEDICINAIS

Muitas das ervas são cultivadas exclusivamente devido a suas propriedades medicinais.

Babosa (aloe vera). As folhas desra planta liberam um visgo que pode ser usado topicamente para curar queimaduras e ferimentos leves. Alguns livros recomendam a ingestão desse visgo por suas propriedades tônicas e curativas. Cura ulcera, gastrites e inflamações no estomago entre outros.

Flor de primavera. O óleo extraído das sementes desta planta, pertencente ao género conhecido por Oenothera, contém ácido gama linoléico, substância eficaz no combate a infecções. Alega-se que o emprego da flor de primavera seja eficaz no tratamento do LÚPUS e de certos tipos de ARTRITE inflamatória, dos sintomas pré-menstruais, de dores nas mamas e de diversos outros distúrbios. Cuidado: como o ácido gama linoléico ele reduz a capacidade de coagulação, seu uso pode trazer problemas de sangramento, principalmente nas pessoas que consomem aspirina ou remédios para afinar o sangue.

Ginseng. Os chineses usam o ginseng para fortalecer o sistema imunológico, aliviar a febre e a dor, acelerar a cicatrização, curar a depressão e a fadiga e tratar problemas de impotência.

Palmeira americana. Quando ingeridos, os frutos dessa planta, originária do sul dos Estados Unidos, podem funcionar como diuréticos e prevenir as hipertrofias benignas da próstata (porem ainda faltam provas definitivas).

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