Tosse e seus sintomas e a cura.

 

Tosse e seus sintomas e a cura.

Tosse e seus sintomas e a cura.

Há umas duas semana atrás com a variação do tempo por aqui apesar dos cuidados acabou me resfriando e com ele veio uma tosse chata que apesar de o resfriado ter ido embora, na semana seguinte a tosse ficou mais um tempinho. Então resolvi escrever a respeito da tosse e seus sintomas. O que fazer nestas horas, e se livrar dela.

O sintoma de várias moléstias ligadas ao aparelho respiratório, à tosse é uma reação desencadeada por centro cerebral especifico contra qualquer agente que irrite as mucosas laríngea e brônquica – inflamações, mucosidade excessiva, corpos estranhos, vapores tóxicos e o ar frio. No momento da tosse, a glote e a musculatura ventral ficam tensas, pressionando assim os pulmões, o que provocará a liberação explosiva do ar, arrastando consigo as mucosidades, o pó e quaisquer outros corpos irritantes. O processo geralmente é reflexo, mas pode ser acionado propositalmente. Cabe dizer que a tosse é, muitas vezes, benigna, quando aparece como meio de desbloquear as vias respiratórias. Por outro lado, a tosse causada pela inflamação das mucosas, ao contrário, piora os processos inflamatórios e impede-lhes a cura, exigindo, então, um tratamento enérgico que evite esse círculo vicioso. O tratamento deverá abrandar-se no caso de tosses desobstruidores, pois estas evitam que se acumulem secreções. O objetivo, no tratamento da tosse, é descobrir-lhe as origens. Só então é que se poderá classificá-la e prescrever a medicação adequada. De qualquer modo, um simples reconhecimento auditivo já é grande orientador quanto a que tipo de remédio prescrever: as tosses catarrais, rumorosas, na bronquite e traqueite, diferem claramente das não catarrais, como as da faringite e laringite. Assim é inútil e até prejudicial indicar xaropes Sedativos para as tosses catarrais, pois acalmá-las impedirá a eliminação dessa substância. De outro lado, xaropes expectorantes para tosses secas só as agravarão, pois lhe servirão de estímulo.

Alimentação

A alimentação para as pessoas atacadas de tosse deve estar voltada para a origem desse sintoma, isto é, primeiro precisa-se estabelecer qual afeção a está provocando e então adequar a dieta a cada caso. Assim, a tosse da bronquite exigirá uma alimentação essencialmente leve, desprovida de alimentos gordurosos ou produtos refinados, principalmente aqueles em que o açúcar seja componente quantitativamente expressivo. Mesmo o leite e seus derivados devem restringir-­se a um mínimo. Isto porque a afeção dos brônquios necessita de uma dieta voltada para a ativação da circulação sanguínea o que se obtém, por exemplo, com os alimentos em que é abundante a vitamina C: beterraba, brócolis, caju amarelo, caju vermelho, couve-manteiga, couve-flor, frutado do conde, goiaba, groselha preta, pimentão, rabanete (folhas), salsa e, evidentemente, todos os cítricos. Já a tosse motivada por laringite, traqueite ou faringite encontra curativo dietético nos alimentos em que seja elevado o teor de vitamina A, pois ela alimenta as membranas mucosas e os tecidos que recobrem e formam esses órgãos, dando-lhes resistência contra as infecções. Por essa razão, recomendam-se alimentos como: todas as folhas verdes (quanto mais verdes, mais ricas) e os vegetais de coloração amarela, bem como as frutas dessa coloração – abóbora crua ou cozida, abricó-do-pará, alface, ameixa vermelha, beterraba, brócolis (folhas cruas), caqui, cenoura, chicória, coentro, couve-manteiga, damasco dissecado, escarola, espinafre, goiaba vermelha, mamão, manga, mostarda, nabo branco (folha), pêssego, pimentão vermelho e tomate. A vitamina A também se encontra em quantidade em todos os produtos lácteos. Resta ressaltar que, para qualquer tipo de tosse de origem infecciosa, a utilização do alho, comido cru ou adicionado como tempero, é de suma validade, pelo seu papel na anulação dos agentes infecciosos.

FITOTERAPIA

Entre as plantas, encontram-se numerosos e eficazes auxiliares no tratamento preventivo e curativo das várias tosses:

Abacaxi (Ananás sativus) Beberagem: adicionar a uma xícara de água quente, duas  colheres de suco de abacaxi e uma de mel. Beber antes de ir para a cama, em casos de tosse catarral.

Alcaçuz (Glycyrrhiza glabra) Vinho: colocar em infusão, por dez dias, em um litro de bom vinho branco seco, 120g de raízes de alcaçuz esmagadas, 60g de semente de anis e 60g de sementes de funcho. Filtrar e tomar seis colheres de sopa ao dia, em casos de tosse comum. Serve também para a cura da halitose.

Alfazema (Lavandula spica) Decocção: ferver durante dois minutos em um litro de água 40g de flores de alfazema. Filtrar e quando estiver morna tomar de quarto a seis xícaras por dia.

Agrião (Nasturtium officinale) -Suco: liquidificar um punhado de folhas e pontas de agrião fresco misturado a meio copo de água. Coar e beber um pouco antes do almoço.

 Alho (Allium sativum) – Maceração: adicionar 100g de dentes de alho bem fresco a um litro de bom vinho branco seco e deixar descansar  por oito dias. Tomar três ou quatro colherinhas por dia. Excelente para tosse nervosa.

Amaranto (Amarantus tricolor) Decocção: colocar no fogo um litro de bom vinho tinto, adoçado com duas colheres de mel. Acrescentar 35g de amaranto e deixar ferver por oito minutos. Esfriar, coar e conservar em garrafa tomar um cálice pela manhã e outro ao deitar. Funciona como expectorante nas tosses catarrais.

Amoreira (Morus celsa) Xarope: esmagar boa quantidade de amoras, de preferência negras, recolhendo o suco em um recipiente de vidro ou de alumínio esmaltado e adicionando tanto açúcar mascavo quanto o dobro do peso do suco. Aquecer os ingredientes em fogo brando até que tenham atingido consistência de xarope. Deixar o líquido esfriar completamente, vertê-lo em um vidro, tapá-lo bem e colocá-lo em local fresco e escuro. Em caso de tosse, beber uma xícara de água quente na qual se tenha diluído uma colherinha do xarope de amoras.

Anis ( Pimpinella anisum) Decocção: ferver por um ou dois minutos uma colher de chá de semente de anis em uma vasilha contendo uma xícara de água. Coar o líquido e beber quente, duas ou três vezes ao dia.

Cebola (Allium cepa) Decocção: cozinhar uma cebola cortada em fatia em uma xícara de leite fortemente adoçada com mel e beber  quente, antes de deitar, pois é sudorífica. Xarope: cozinhar lkg de cebolas frescas em 300g de mel, 750g de açúcar mascavo e um litro d’água. A cocção deve ser feita em fogo brando, por três horas, passadas as quais deixa-se esfriar o composto antes de filtrá-lo, através de uma peneirinha. 0 líquido xaroposo, conservado em uma garrafa, deve ser consumido na dose de duas ou três colheres de sopa diárias.

Discórdia (Òrchis militaris) -Decocção: ferver 50g de tubérculo jovem de discórdia em um litro de água. Coar o líquido e bebê-lo em xicarazinhas três vezes ao dia, adoçado com mel.

Drosera (Drosera rotundifolia) -Infusão: Adicionar 40g de par­tes da planta inteira a um litro de água recém-fervida e abafar du­rante 25 minutos. Filtrar a po­ção, adoçá-la com muito mel. To­mar apenas três xicarazinhas por dia. Recomendada para tosse asmática.

Substancias como mentol e a cânfora, exitam o centro cerebral da respiração e estimula a irrigação sanguínea dos pulmões, tendo assim um efeito expectorante. Em casos de tosse noturna de natureza catarral, massagear o peito e agasalhar bem.

Com estes procedimentos ficará mais fácil tratar qualquer tosse.

Até a próxima

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