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Qual é o melhor material de panela para a saúde?

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Qual é o melhor material de panela para a saúde?

No final de julho tivemos aqui no centro de convenções em João Pessoa onde resido a feira anual Brasil mostra Brasil, que na verdade é mais uma feira têxtil (rsrsrs), mas tem sempre aquele stand de utensílios para cozinha com aqueles produtos mirabolantes (kkkk). O que me chamou a atenção foi às panelas de cerâmica eram bonitas, práticas, e saudáveis, porem estas que estavam sendo vendidas lá não eram muito saudáveis para o bolso (rsrs) cada panela estava sendo comercializada a R$180,00 reais. Vi uma frigideira de titânio a R$290,00. Lá também tinha um stand da china que oferecias as panelas e frigideiras nesta faixa de preços.

Pensei em adquirir as tais panelas, mas não a este preço e fiz uma pesquisa para saber realmente o valor deste material cerâmico ou se não era um pouco de modismo, pois na casa de minha vó no interior de São Paulo a maioria de suas panelas e caçarolas eram de ágata no qual fui atrás também. Enfim aqui está o que descobri:

As panelas de alumínio são a mais barata e se encontram em todo lugar. No apesar disso já é de conhecimento que o alumínio é um material de panela tóxico e contamina os alimentos e que por consequência irá trazer esta contaminação para o seu organismo.

Alumínio:

É o tipo de material mais barato para fabricação de panelas e é motivo de muita discussão. Os pesquisadores da USP descobriram que as panelas de alumínio soltam metais pesados durante o preparo dos alimentos. Observou-se que ao ferver 4 litros de água em uma solução com 10 gramas de sal por 3 horas, resultou no desprendimento de 20 miligramas do metal por cada litro de água. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que esta quantidade de metal é seguro para o consumo em receitas  culinárias. (agora imagine se você consome alimentos preparados diariamente nestas panelas);

Inoxidável:

Sua principal vantagem é de elas não oxidarem. Além de ser mais resistente e distribuir melhor o calor. A questão esta na sua composição que leva níquel, e é extremamente tóxico, e  se desprende da panela durante seu uso por ao longo do tempo. Mesmo em quantidades mínimas do metal sendo liberadas como nas panelas de alumínio, ainda não se um consenso entre pesquisadores sobre o nível de toxicidade das panelas feitas com esse material. Mas pesquisas apontam que seu uso não é contra indicado para pessoas alérgicas. A exposição ao níquel e seus componentes pode causar alergias e  com o tempo ao desenvolvimento de câncer;

Cobre:

As panelas de cobre são boas condutoras de calor. Porem é suscetível a desprenderem seu elemento o cobre quando alimentos ácidos entram em contato com a panela, tais como o sal, o tomate, limão e vinagre. Ela não é feita para todos os tipos de comida. A intoxicação por cobre causa náuseas, dores abdominais, problemas gastrointestinais. A longo prazo, pode causar problemas nos rins e no fígado;

Ferro:

O ferro traz alguns benefícios à saúde. Em pesquisa na Unicamp, ficou provada a transferência do mineral das panelas de ferro e de pedra-sabão para os alimentos, contribuindo para o combate à anemia. O cuidado se da com a manutenção. Pois pode enferrujar facilmente se não for seca corretamente, e a ferrugem pode se soltar. Ao Lava-las use água quente e sabão, e seque-as no fogo e sempre espalhe umas gotas de óleo sobre sua superfície antes de guardar, para evitar a ferrugem;

Antiaderentes:

Esse é o mais duvidoso e perigoso tipo de panela atualmente no mercado. Na sua composição estão o ácido perfluorooctanóico (PFOA) e o politetrafluoretileno (PTFE), ambos extremamente tóxicos. Estudos realizados pela Environmental Working Group mostram que a degradação térmica de Teflon leva à lenta decomposição do polímero fluorado e a geração de gases tóxicos incluindo TFE (tetrafluoroetileno), HFP (hexafluoropropeno), OFCB (octafluorociclobutano), PFIB (perfluoroisobutane), fluoreto de carbonilo, CF4 (tetrafluoreto de carbono), TFA (ácido trif luoroacético), fluoreto de ácido trifluoroacético, perfluorobutano, SiF4 (tetrafluoreto de silício), HF (ácido fluorídrico), e material particulado. Pelo menos quatro destes gases são extremamente tóxicos – PFIB, que é um agente de guerra química 10 vezes mais tóxico do que o fosgénio (COCl2, um agente de guerra química usada durante Primeira Guerra Mundial e II), fluoreto de carbonilo (COF2 que é o análogo de flúor de fosgénio), AMF (ácido monofluoroacetico) que pode matar as pessoas em doses baixas, e HF, um gás altamente corrosivo. quando exposto a altas temperaturas, libera gases tóxicos, como os fluorcarbonos, que causar desânimos, dores de cabeça e febres com o endurecimento do tórax e tosse branda. Já o PFOA, segundo estudos, está ligado ao desenvolvimento de câncer dos rins e do fígado, problemas da tireoide, no coração e muitas outras complicações. Os compostos presentes nas panelas antiaderentes também são notórios Obesogênicos. ( Embalagens de alimentos, remédios, tubos de PVC da rede de encanamento e o teflon das panelas são só alguns exemplos de onde essas substâncias podem ser encontradas. A ingestão resulta, segundo Bruce, no acúmulo de gorduras no corpo por que os Obesogênicos induzem as células de gordura a ficarem mais gulosas e desregulam regiões do cérebro que controlam nossa saciedade e preferências alimentares.) Se sua panela antiaderente estiver riscada ou se sua superfície estiver se desprendendo, descarte-a imediatamente. Hoje já existem panelas antiaderentes que são livres de PTFE, PFOA.

Cerâmica:

Apesar de serem um pouco mais caras que as outras panelas, o investimento vale a pena, já que são fáceis de limpar, antiaderentes e conservam melhor o calor. Mas cuidado com a panela de cerâmica que você compra não são todas que são boas, existem muitas marcas mais baratas que são feitas de forma inapropriada, resultando assim um perigo para a saúde. Verifique se a marca tem uma certificação que aponte para a utilização de materiais atóxicos na fabricação. Estas panelas  podem conter chumbo e cádmio, que causam uma série de problemas médicos graves, como danos cerebrais (especialmente em crianças pequenas), e certos tipos de câncer. O problema é com a falta de regulamentação sobre os materiais utilizados para colorir os potes e panelas, as cores feitas com cádmio e chumbo, pode vazar em nos alimento. Em temperaturas muito altas, como quando se frita os alimentos em fogo alto, libera toxinas de metais e outras substâncias em um ritmo muito mais rápido. Pois a pigmentação usada para colorir as panelas se desprende e libera estas toxinas. Muito cuidado então na compra:

Barro:

Indicada para fazer alimentos líquidos ou que contenham caldo, como ensopados, molhos, feijão. O barro demora para esquentar, porem mantém o calor por um período maior de tempo. Alimentos muito gordurosos e de tempero forte e com pouca água não devem ser preparados neste tipo de panela. O barro por ser poroso acaba retendo muitas micro partículas que ficam depositadas no barro gerando uma proliferação de microorganismos;

Pedrasabão:

Indicada para o preparo dos mesmos tipos de alimentos que podem ser feitos na panela de barro. Porém esta deve estar curada antes de ser usada.  O esteatito elemento presente na panela de barro, apresenta níquel entre seus componentes. O níquel é um dos elementos químicos mais tóxicos ao homem. Em um teste experimental com as panelas de pedra-sabão com e sem cura mostrou que a cura é um procedimento necessário e que dificulta a transferência de níquel para os alimentos. Não se deve deixar os alimentos por muito tempo nestas panelas. Um teste de armazenamento alimento na panela em ciclos de 24 horas a 22ºC registrou a transferência de níquel em nível tóxico para os alimentos. Assim,  não é recomendado deixar os alimentos em contato com a panela de pedra-sabão curada por mais de 6 horas consecutivas. Por ser porosa, pede atenção especial ao ser lavada, para que não haja proliferação de microrganismos. Não guarde a panela úmida. Aqueça-a em fogo baixo, para mate-la sempre seca e matar os parazitas;

Vidro:

É o tipo de panela mais seguros para a saúde, a panela feita de vidro temperado não possui nenhum tipo de contaminação. É fácil limpeza, e não contamina os alimentos com nenhum tipo de substância.  No entanto são mais caras, frágeis e não se pode fazer todo tipo de comida com elas, por não transferirem bem o calor aos alimentos muitas vezes acabam queimando. Servem mais para sopas, ensopados pratos que são mais líquidos;

Titânio:

A panela de titânio é uma linha especial, por não transferir nenhuma substancia nociva aos alimentos e também por não desprender nenhum elemento nocivo a saúde. Ela é feita de óxido de titânio que é o segundo elemento encontrado na natureza em dureza, atrás somente do diamante.
Ela é feita com uma capa cerâmica constituída por óxido de titânio e óxido de alumínio de altíssima dureza aplicada com espessura de 45 mícrons com a técnica ao plasma a 20.000 graus centígrados. Por ser o titânio extremamente duro ela é muito resistente aos utensílios domésticos como facas em geral que dificilmente riscarão seu revestimento antiaderente cerâmico feito especialmente para dar suporte ao titânio. Por isso é muito mais cara, porem muito mais resistentes.

Ágata

São as antigas panelas feitas de uma chapa fina de metal esmaltado conhecido como Ágata. São bonitas e decorativas e fervem rapidamente. As de boa qualidade levam uma camada de esmalte especial resistente às altas temperaturas e imune a germes e bactérias. desvantagem é Grudam e queimam o alimento com facilidade. As boas são caras, são sensíveis e descascam facilmente. Porem, há uma séria preocupação com relação à toxidade e durabilidade do esmalte. Panelas de ágata fabricadas antes de 1980, o esmalte usado na época pode conter elementos tóxicos como o chumbo, e os decalques na superfície interna, o cádmio, outro metal pesado, que podem ser transferidos para o alimento. Já as novas tem o risco que depois de estiverem descascadas acabam contaminando o alimento com a ferrugem que se origina no local descascado. A contaminação pode acarretar hipertensão, aterosclerose, disfunção pulmonar e infertilidade masculina.

No final das contas qual seria a ideal? Não há um tipo de panela perfeita. As de vidro e cerâmica e titânio são as que oferecem o menor risco a saúde, já as de cobre ou ferro tabem são boas opções se usadas de maneira correta. Pode-se ter uma combinação de panelas onde se prepare os alimentos de acordo com suas características. Respeitando os alimentos que podem ser preparados nas mesmas.

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