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Corantes, o que na verdade são!

Corantes, o que na verdade são!

 

Os corantes estão principalmente nos produtos industrializados de bebidas a comidas, tudo de certa forma leva algum tipo de corante. Mas você sabe se são bons ou ruins para a sua saúde? É crescente a preocupação com os aditivos alimentares, os corantes. Eles em alguns casos são responsáveis por mudanças comportamentais e outros problemas de saúde.

Esses corantes são mais usados em produtos voltados para crianças, e não é só em alimentos, mas também em medicamentos. Há séculos os corantes são adicionados nos  alimentos para torna-los mais gostosos e apetitosos. Eles também servem para compensar a perda de cor decorrente da exposição a extremos de luz e temperatura. Alem disso durante o armazenamento, podem proteger sabores e vitaminas sensíveis à luz solar. No Brasil, vários corantes são usados. Em algumas crianças com intolerância ou alergia alimentar mesmo o consumo de pequenas quantidades pode desencadear urticarias sintomas da síndrome do intestino irritável, dores de cabeça, erupções na pele e crises de asma.

A hiperatividade

Em casos isolados, sabe-se que doces, balas, refrigerantes podem deixar não só as crianças, mas também os adultos hiperativos. Só em 2007 surgiram provas cientificas de que os corantes artificiais mesmo com o uso moderado ao longo do tempo podem trazer hiperatividade e déficit de atenção (DTHA). Em pesquisa com crianças de 3 e 8 anos, com base nos corantes de cores mais vivas os efeitos prejudiciais forma constatados.  Na alimentação os corantes artificiais e o benzoato de sódio resultam em aumento de hiperatividade em grande parte da população concluíram os pesquisadores. Matéria  publicada no periódico de medicina The Lancet.

O estudo examinou o corante amarelo tartrazina (E102), o amarelo de quinoleína (E104), o amarelo crepúsculo (E110), a carmoisina (122), o vermelho ponceau 4R (E124), e o vermelho allura  AC (E129). O aumento da hiperatividade associado a dificuldades de aprendizado, principalmente em relação à leitura, e assim esses efeitos negativos podem afetar o rendimento escolar da criança, concluiu o estudo. Isso não significa que todas as pessoas sejam elas crianças ou não seja afetadas pelos corantes, depende da sensibilidade delas, bem como do tipo de corante e da quantidade consumida.

A ANVISA trabalha junto com a JECFA, um comitê administrado pela FAO ( Organização de alimentos e agricultura das nações Unidas) e pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que com base em estudos toxicológicos estabelece a ingestão diária aceitável (IDA) dos aditivos químicos. A indústria alimentícia é obrigada por lei a incluir os corantes que utiliza – pelo nome ou pelo código correspondente nos ingredientes listado no rótulo. No caso da tartrazina, no qual se relata a maior incidência de rações, o nome deve vir obrigatoriamente por extenso.

Com a nova demanda por produtos naturais já existe alternativas naturais para todos os corantes utilizados no Brasil. E o processo de substituição dos ingredientes sintéticos pelos naturais já vem acontecendo há algum tempo, ainda que de forma mais lenta. As substituições mais comuns são das margarinas, sorvetes, salsichas e recheio de biscoitos. Troca-se o azul brilhante e a tartrazina pela clorofila, e o vermelho Bordeaux 40 pela beterraba. A falta de uma legislação mais clara e efetiva em relação ao uso dos corantes artificiais e a carência de informações do consumidor contribuem para que a industria ainda faça largo uso destes produtos químicos. Devemos sempre estar atento ao que estamos comendo, pois a mesma comida que nos alimenta pode estar nos matando.

Até a Próxima.

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