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BHA e BTH você conhece? Sabe o que são?

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Prontos para mais um ano, nesta postagem gostaria de falar a respeito de dois antioxidantes muito usados tanto na indústria dos cosméticos, como na alimentícia. São eles o BHA (2,3-terc-butil-4-hidroxianisol) e o BHT (2,6-diterc-butil-p-creso).

O que vem a ser o BHT

O di-terc-butil metil fenol ou hidroxitolueno butilado (BHT, do inglês butylated hydroxytoluene) é um composto orgânico lipossolúvel e antioxidante usado como aditivo alimentar (com o código E321), conservante (também para cosméticos), remédios, combustível, borracha e taxidermia. É produzido a partir do cresol e do isobutileno. Seu uso foi patenteado e registrado no FDA em 1947 e 1954. O BHT reage com os radicais livres, retardando a oxidação e mantendo as características do material a proteger. Por exemplo, é adicionado a éteres para evitar a formação de peróxidos (possivelmente explosivos). Há casos de dificuldade de metabolização do BHT, há dúvidas a respeito de ser ou não cancerígeno. Foi banido seu uso alimentício no Japão em 1958, Romênia, Suécia e Austrália, e nos EUA é proibido para alimentos infantis, e o McDonald’s deixou de usá-lo em 1986. BHT é preparado pela reação de p-cresol (4-metilfenol) com isobutileno (2-metilpropeno) catalisado por ácido sulfúrico. No Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o BHA e BHT são permitidos nas embalagens para alimentos. Os compostos também são aceitos nos alimentos funcionando como antioxidante. O BHA é uma mistura de 2 isômeros, o 2 e o 3-terc-butil-4-hidroxianisol, sendo formado a partir do 4-metoxifenol e do isobutileno. Tem aparência cerosa e propriedades anti-oxidantes, da mesma forma que o BHT, “neutralizando” radicais livres.

(fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/BHT)

De acordo com a  ANVISA,  antioxidante  é  a  substância  que  promove  o retardo e   as   alteração  oxidativa  nos  alimentos.  Os  antioxidantes  são  compostos  aromáticos que no mínimo contêm uma hidroxila, e podem ser sintéticos, como  o  butilhidroxianisol  (BHA)  e  o  butilhidroxitolueno (BHT),  largamente  utilizados  por varias  indústrias.  Segundo  a  FDA,  antioxidantes  são  substâncias utilizadas para preservar alimentos através do retardamento da deterioração, rancidez e descoloração decorrentes da autoxidação, eles impedem os produtos de se estragarem, aumentando o prazo de validade. Assim, não há perda de sabor, cor ou aroma. Existem estudos e experimentos realizados para verificar a carcinogenicidade do BHA e do BHT. A conclusão até o momento, segundo estudos da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) foi de que o BHA pode ser considerado como possivelmente carcinogênico em animais, devido a evidências suficientes baseadas nos experimentos. Um dos resultados conclui que o BHA combinado com outros componentes, que são possivelmente carcinogênicos, induz modificações no DNA, iniciando a mutagênese. Podem provocar reações alérgicas, e provocar problemas renais; estes componentes, podem camuflar estrogênios naturais do corpo, um estudo indica que estes componentes mimetizam os estrogênios naturais do corpo, sendo considerados disruptores endócrinos.

Já o BHT, apesar de apresentar as mesmas características do BHA quando combinado com outros componentes carcinogênicos, não pode ser considerado carcinogênico, pois as evidências são limitadas e os resultados dos experimentos com animais não oferecem bases suficientes para conclusões. Segundo a IARC, o BHA se enquadra no grupo 2B (possivelmente carcinogênico) e o BHT se enquadra no grupo 3 (não classificado como carcinogênico para humanos). Observa-se bem isso na maioria das maioneses comercializadas. Todas contem estes antioxidantes BHA e BHT, usados para conservar os alimentos. As substâncias são adicionadas a produtos que têm gordura, como óleos vegetais, maioneses, margarinas e molhos para salada.

Um comitê ligado à Organização Mundial da Saúde mostra que o BHA tem efeito carcinogênico quando consumido em grandes quantidades e que o BHA e o BHT podem aumentar os níveis de colesterol e prejudicar a absorção das vitaminas A e D.

Através de pesquisas, descobriu-se que o fitoplâncton, incluindo as algas verdes, Botryococcus braunii, assim como três diferentes cianobactérias (Cylindrospermopsis raciborskii, Microcystis aeruginosa e Oscillatoria sp.) são capazes de produzir este composto. A confirmação foi feita via análise por cromatografia gasosa-espectrometria de massa. Entre  os  antioxidantes  naturais mais utilizados na indústria alimentícia podem ser citados tocoferóis, ácidos fenólicos e extratos de plantas como alecrim e sálvia. Os tocoferóis, por serem um dos melhores antioxidantes naturais são amplamente aplicados como meio para inibir a oxidação dos óleos e gorduras comestíveis, prevenindo  a  oxidação dos ácidos graxos insaturados. A  legislação  brasileira  permite a  adição  de  300mg/kg  de  tocoferóis em  óleos  e  gorduras,  como  aditivos intencionais, com função de antioxidante.

Em vista disso o melhor é observar bem os rótulos dos produtos industrializados que se compra e optar pelos orgânicos e na falta substituir pelos integrais, e mesmo assim ficar de olho nos rótulos sempre. Pois além destes antioxidantes, também tem os antiumectantes, sódio entre outros.

Até a próxima se Deus quiser.

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