A Dieta da mente – na Alimentação

Hoje quero trazer a necessidade que temos a respeito da  Educação Alimentar, neste post, trago um trecho do livro a   A Dieta da Mente  de David Perlmutter. Um livro bem interessante a respeito da influência – positiva ou negativa – que a alimentação pode causa em nosso cérebro.
Fiquei impressionado,  com as revelações e estudos envolvendo a demência e Alzheimer, já considerada a Diabetes Tipo 3, além de outras patologias neurológicas desencadeadas por processos inflamatórios deflagrados pela quantidade ingerida de carboidratos e açúcar.

 

Uma pequena história

Se você for como a maioria, em algum momento da vida já comeu mais margarina que manteiga, teve a sensação de estar abusando quando limpou um prato de bife, ovos e queijo, e girou em torno de produtos com os dizeres “baixa gordura”, “sem gordura” ou “sem colesterol”. Não é culpa sua ter feito essas escolhas. Todos nós integramos uma sociedade que confia em
“especialistas” para nos dizer o que é bom e o que é ruim. Nas últimas gerações, passamos por eventos históricos em nossa compreensão da saúde humana, assim como descobertas espetaculares a respeito daquilo que nos deixa doentes e sujeitos a doenças. Na verdade, a virada do século XX marcou o início de uma enorme transformação na vida americana devido aos avanços na tecnologia e na medicina. No espaço de poucas décadas, generalizou-se o acesso a antibióticos, vacinas e serviços públicos de saúde. Desapareceram, ou pelo menos passaram a ser controladas, doenças comuns da infância, que antes reduziam fortemente a expectativa média de vida. Cada vez mais pessoas se mudaram para as cidades, deixando para trás o estilo de vida rural. Tornamo-nos mais educados, mais bem informados e cada vez mais sofisticados. Mas, em
vários aspectos, também nos tornamos cada vez mais impressionáveis e enganáveis por informações que ainda não foram totalmente decifradas e comprovadas.

Talvez você não se lembre da época em que os médicos recomendavam, por exemplo, fumar cigarros, mas no campo da nutrição esse tipo de ignorância aconteceu, numa escala muito mais sutil. E, infelizmente,
parte dele continua até hoje. Em 1900, o homem urbano típico ingeria cerca de 2900 calorias por dia,
sendo que 40% dessas calorias vinham de gorduras saturadas e insaturadas, em partes iguais (famílias rurais, que viviam e trabalhavam em fazendas, provavelmente consumiam mais calorias). Era uma dieta repleta de manteiga, ovos, carne, grãos, vegetais e frutas da estação. Poucos americanos só iam de sobrepeso, e as causas de morte mais comuns eram pneumonia, tuberculose, diarreia e enterite.

Também foi perto da virada do século XX que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos começou a monitorar o “desaparecimento” de alimentos, observando uma alteração no tipo de gorduras que os americanos estavam ingerindo. Começou-se a utilizar óleos vegetais, em vez de manteiga, o que levou a indústria alimentícia a criar óleos hidrogenados, que se parecem com a manteiga. Em 1950 tínhamos passado de um consumo de oito quilos de manteiga e pouco menos de um quilo e meio de óleo vegetal por ano para um pouco mais de quatro quilos de manteiga e mais de quatro quilos de óleo
vegetal. A margarina também ganhou terreno rapidamente em nossas dietas: na virada do século, representava apenas um quilo por pessoa, mas na metade do século aumentou para cerca de quatro quilos.

 

A Dieta da Mente, pág, 91

 

Carboidratos, Diabetes, e doenças do Cérebro

 

Como já detalhei, uma das formas pelas quais os grãos e os carboidratos põem fogo no cérebro é através de picos de açúcar no sangue. Isso tem efeitos negativos diretos no cérebro, que, por sua vez, dão início a um efeito-cascata inflamatório.           A explicação científica aponta para os neurotransmissores do seu corpo. Os neurotransmissores são seus principais reguladores do cérebro e do humor. Quando o açúcar no seu sangue aumenta, há uma redução imediata dos neurotransmissores serotonina, epinefrina, norepinefrina, ácido gama-aminobutírico (GABA) e dopamina.

Ao mesmo tempo, vitaminas do complexo B que são necessárias para fabricar esses neurotransmissores (e algumas centenas de outras coisas) são gastas. Os níveis de magnésio também caem, e isso enfraquece tanto o seu sistema nervoso quanto o seu fígado. Além disso, o açúcar alto no sangue desencadeia uma reação chamada “glicação”. Em termos bem simples, a glicação é o processo biológico pelo qual a glicose, as proteínas e certas gorduras se enredam, fazendo com que os tecidos e as células, inclusive do cérebro, se tornem endurecidos e inflexíveis.

Mais especificamente, as moléculas de açúcar e as proteínas do cérebro se combinam para criar novas estruturas, letais, que contribuem mais que qualquer outro fator para a degeneração do cérebro e de seu funcionamento. O cérebro é tremendamente vulnerável aos estragos glicantes da glicose, e isso piora quando antígenos poderosos, como o glúten, aceleram o dano. Em termos neurológicos, a glicação pode contribuir para o encolhimento de tecidos cerebrais cruciais.

Fora as bebidas adoçadas, os alimentos a base de grãos são responsáveis pelo grosso das calorias de carboidratos na dieta do americano. Seja através de massas, biscoitos, bolos, roscas ou do aparentemente saudável “pão integral”, a carga de carboidratos trazida por nossas opções alimentares não nos faz bem. Se acrescentarmos a essa lista o pot-pourri de outros alimentos ricos em carboidratos, como a batata, o milho, as frutas e o arroz, não admira que os americanos sejam chamados, hoje, de pleno direito, “carboólicos”.

Não admira tampouco que haja uma epidemia de disfunções metabólicas e diabetes na nossa cultura. Os dados que confirmam a relação entre o diabetes e um consumo alto de carboidratos são claros e profundos, e é convincente observar que os índices de diabetes dispararam em 1994, quando a Associação Americana de Diabetes recomendou que os americanos consumissem 60% a 70% de suas calorias a partir de carboidratos. Na verdade, o número de casos de diabetes duplicou entre 1997 e 2007 nos Estados Unidos. Dê uma olhada na curva ascendente de 1980 a 2011, período durante o qual o número de americanos diagnosticados com diabetes mais que triplicou: Isso é significativo, uma vez que, como você já sabe tornar-se diabético duplica seu risco de ter Alzheimer. Mesmo ser “pré-diabético”, quando seus problemas com açúcar no sangue estão apenas começando, está associado a um declínio das funções cerebrais, ao encolhimento do centro de memória do cérebro e a um fator independente de risco para o Alzheimer.

 

A Dieta da Mente, pág, 95

 

 

2 Comments

  1. Muito interessante não sabia dessa dieta da mente mas gostei muito das informações muito valiosa parabéns.

  2. Pingback: Melhore sua Memória comendo bem! - Verdes Naturais

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